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Antígona, a mulher marginal
13  SETEMBRO  2013 

Antígona, a mulher marginal

O espetáculo “Antígona, a mulher marginal” é fruto de uma pesquisa da Cia. Humbalada denominada “O Ator Marginal”. Ao longo de nossos 8 anos de história estudamos as máscaras (máscara neutra, commedia dellarte, bufão e clown) como uma formação aos atores e uma pesquisa cênica. Em 2011 e 2012 contemplados pelo Programa de Fomento ao Teatro pesquisamos as avenidas principais da periferia do Grajaú, local em que o grupo reside e possui sede própria. As ruas, as vielas, as favelas, as casas e seus moradores foram objetos de estudo de uma série de documentários chamados “Cia. Humbalada nas margens da zona sul”. Ao fim do apoio e do projeto, sentimos vontade de representar tudo aquilo que vivenciamos e olhamos e expressar no corpo e na cena nossas indagações.

Foi então que neste ano, Antígona surge como um grito grego em nossas cabeças.

            Antígona representa a luta por justiça. Antígona significa a luta milenar das mulheres em busca de direitos iguais, a luta da minoria por direito a moradia, a luta de uma periferia jogada nas franjas dessa cidade em busca de dignidade, respeito e leis que nos defendam. Seria essa a trajetória contemporânea? Antígona como um misto de prostituta, favelada, empregada, atriz, anarquista e amante num só corpo.

            E é num só corpo que o espetáculo se aprofunda, na medida em que apenas uma atriz em cena representa o universo cruel, trágico e humano. A atriz que sozinha em cena luta como persona/personagem também sozinha pelo direito de enterrar o irmão. Suja as mãos de terra pela necessidade de justiça com as próprias mãos.

            Em tempos de guerra e capitalismos selvagens, sonhar com uma sociedade igualitária seria utopia ou revolução? Antígona traz a dialética da tragédia para si, na medida em que desconstrução e renovação caminham embrenhados entre si. O teatro e as experiências estéticas atuais parecem traçar este mesmo caminho. A proposta da Cia. Humbalada é um convite a plateia para indagar quais são as tragédias urbanas e contemporâneas, e quais os caminhos/avenidas devemos traçar. Antígona não traz respostas, traz ação. Ainda que isso valha sua vida. Quais são nossas ações? O que estaríamos dispostos a fazer por justiça?

            Como proposta de encenação temos uma forte influência do teatro épico e suas ferramentas. Todas as cenas possuem títulos que são projetados durante o espetáculo. A quarta parede é rompida pois já não é mais possível falar de justiça sem olhar nos olhos do público e tocá-los na alma. Imagens são projetadas numa tela em que se fundem tragédia e atualidade. São Paulo, Grajaú, morte, trovão, trânsito, semente, terra, são algumas das imagens transmitidas. A atriz permeia a projeção dando uma sensação de realidade e loucura ao mesmo tempo.

SINOPSE

            A Cia. Humbalada conta a história de Antígona, numa pesquisa em que investigam a tragédia contemporânea. Nesta nova montagem, o grupo traça paralelos com a realidade do Grajaú, bairro em que possuem uma sede e todos os integrantes moram.

            O espetáculo discute temas como a relação de patriarcado, o totalitarismo a partir da figura de Creonte, e principalmente, a luta por direitos.

Em cena, a atriz Tatiana Monte vive sozinha a mulher que diante da proibição por lei de sepultar o irmão, age por sede de justiça. Antígona vai enterrar o irmão, ser julgada por Creonte e morta perante todos. Quando um dos lados tem a boca calada, quem gritará por nós? 

Eu sou a mulher do contra, a mulher da noite, a mulher da escuridão, a mulher de botas pretas, a mulher da guerra, a mulher irmã, a mulher que por ser mulher é capaz de honrar o útero que carrega, eu sou Antígona, a mulher fruto do seu governo, da sua insensatez, da sua desigualdade, a mulher marginal!

FICHA TÉCNICA

Concepção e Criação: Cia. Humbalada de Teatro

Direção: Bruno César Lopes

Texto: Sófocles

Atriz: Tatiana Monte

Dramaturgia: Cia. Humbalada e Elvio Fernandes

Preparação Corporal: Vanessa Rosa

Figurino: Alex Leandro

Maquiagem: Gisele Ramos

Direção de Arte: Ademir Dema

Produção: Cristiane Rosa

Trecho de Vídeo: Rede Extremo Sul

Provocadores: Acacio Santos, Carlos Lourenço, Carmen Pinheiros, Felippe Peneluc, Fernanda Moura, Janaína Soares, Paulo Henrique Sant´ana, Rodrigo Gomes, Samuel Sasso.

SERVIÇO

Temporada:

Espetáculo: Antígona, a mulher marginal.

20/setembro a 19/outubro

Sextas e sábados às 21h

Local: Espaço Cultural Humbalada

(Rua Jequirituba, 83 – em frente a estação de trem Primavera-Interlagos)

Pague Quanto Puder

Contato: (11) 5661-6534 / 98858.1717

humbalada@terra.com.br

www.ciahumbalada.blogspot.com

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