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Crianças Longe das Creches
31  DEZEMBRO  1969 

Crianças Longe das Creches

O ano letivo foi iniciado, mas pelo menos 9,8 milhões de crianças de até quatro anos estão fora da escola. Levantamento elaborado pelo  PNAD-2008 (Pesquisa Nacional de Amostra de Domicílio), revela que, em todos os estados brasileiros, mais da metade dos pequenos nessa faixa etária não frequentam instituições de ensino.

Justamente no período mais importante e decisivo para o desenvolvimento cognitivo da criança, os primeiros anos de vida, estão longe de fazer parte das prioridades da rede de ensino público brasileiro. Só para se ter ideia, em 2008, apenas 18,1% dos menores de até 3 anos foram atendidos em creches, o equivalente a 1,9 milhões de alunos.

A pior situação é registrada nos estados da Região Norte do país – em Rondônia, o índice chega a 86,1%; no Acre, 85,5% e no Amazonas, 84,5%. A média nacional é de 72,2%. Pela Constituição Federal, o ensino infantil é competência dos municípios, mas, de acordo com a Confederação Nacional dos Municípios, seriam necessários R$ 33,9 bilhões para atender essa demanda, sendo R$ 10 bilhões só com a contratação de novos professores. O estudo aponta para investimentos em 41,5 estabelecimentos de ensino, criação de 755 mil salas de atividades e contratação de 1,5 milhão de profissionais.

O governo federal anuncia que o PAC-2 vai financiar a construção de seis mil unidades em todo o país e estuda a possibilidade de ajudar os governos estaduais e prefeituras a manter as creches em funcionamento, mas, é consenso entre os gestores e especialistas que o país não atingirá a meta do Plano Nacional de Educação, de oferecer vagas para 50% da população nessa faixa etária.

Reconhecemos todo o esforço da atual administração municipal, mas, o déficit de vagas em creches na cidade de São Paulo cresceu 49% em seis meses. Ao menos 110 mil cidadãos estão na fila de espera para matricular crianças de 0 a 3 anos na rede de ensino, conforme mostra o último balanço da Secretaria de Educação. Para eliminar a defasagem de vagas e assegurar que todas as crianças estejam devidamente matriculadas nas creches e escolas públicas devemos todos nos unir – governos e sociedade em geral – para resguardar o futuro dos nossos cidadãos.

Uma das formas encontradas pela municipalidade de São Paulo, e que tem dado resultados satisfatórios, foi a assinatura de convênios e a contratação de serviços de entidades particulares. Um exemplo de sucesso foi a parceria com a Sobei – Sociedade Beneficente Equilíbrio de Interlagos que atende, em suas oito creches, mais de quatro mil crianças carentes, dando-lhes formação integral, com cinco refeições diárias, além de uniformes. A entidade, que completou recentemente 25 anos de atividades, nasceu do sonho de um grupo de maçons, que viram na falta de estrutura do bairro que atua, na região sul da capital, um motivo bastante forte para trabalhar em benefício da comunidade.

Os governos poderiam se espelhar no exemplo da Prefeitura de São Paulo e buscar alternativas para a solução do problema do ensino básico junto à iniciativa privada. As entidades e as escolas particulares têm muito a oferecer e esperam colaborar, só precisam ser convocadas.

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