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Espetáculo teatral gratuito na Caixa Cultural
31  JULHO  2009 

Espetáculo teatral gratuito na Caixa Cultural

“Hilda Hilst O Espírito da Coisa” - um monólogo sobre a vida e obra da escritora com a atriz Rosaly Papadopol em cartaz de 06 a 16 de agosto

O espetáculo teatral “Hilda Hilst O Espírito da Coisa” baseado na vida e obra da escritora é o ponto central desta homenagem  a escritora idealizada pela atriz Rosaly Papadopol, com a curadoria de José Mora Fuentes, Rosaly Papadopol e Ruy Cortez.

Resultado de uma pesquisa iniciada em 1998 pela atriz Rosaly Papadopol, o projeto conta com a colaboração de vários profissionais, entre eles; José Luiz Mora Fuentes, escritor, parceiro pessoal e profissional da escritora e Presidente do Instituto Hilda Hilst; do dramaturgo José Antônio de Souza, do roteirista e editor de vídeo Gaspar Guimarães e do diretor Ruy Cortez.

“Hilda Hilst o Espírito da Coisa”, não se trata de um espetáculo biográfico sobre a escritora. A partir de seus próprios escritos e entrevistas concedidas, será levado ao palco a teatralidade de sua voz autoral - a voz de poeta, de pensadora, de contadora de histórias - trazendo um perfil literário e pessoal da escritora e propiciando ao espectador um profundo mergulho nas inquietações da alma humana.
Mas quem foi Hilda Hilst? Qual a importância da obra de Hilda para a literatura? Hilda sempre foi reconhecida pela crítica como grande inovadora da escrita e sua mistura de gêneros e seu constante fluxo de pensamentos e imaginação garantiram uma obra profunda, peculiar e única.

Conheça um pouco da biografia de Hilda Hilst escrita por J.L. Mora Fuentes

Paulistana de Jaú, nascida no dia 21 de abril de 1930 e falecida a 4 de fevereiro de 2004, Hilda Hilst é reconhecida, quase pela unanimidade da crítica brasileira, como uma das nossas principais autoras, sendo considerada uma das mais importantes vozes da Língua Portuguesa do século XX. Segundo o crítico Anatol Rosenfeld, “Hilda pertence ao raro grupo de artistas que conseguiu qualidade excepcional em todos os gêneros literários que se propôs - poesia, teatro e ficção”.
Distinguida por vários de nossos mais significativos prêmios literários, presente em numerosas antologias de poesia e ficção, tanto nacionais como estrangeiras, há muito seu nome está incluído nos dicionários de autores brasileiros contemporâneos.
De temperamento transgressor, prezando a liberdade, dona de uma rara beleza e coragem, culta e poeta, Hilda teve uma personalidade marcante e sedutora que ia de encontro aos costumes tradicionais vigentes nos anos 50, criando-se um folclore ao seu redor que, segundo alguns críticos, até chegou a ofuscar a importância de sua obra. 
Seu trabalho vem sendo publicado pela Editora Globo e tem sido  tema de teses universitárias em nível de pós graduação e merecido traduções para o francês, inglês, espanhol, alemão e italiano, atraindo a atenção da crítica internacional, que já lhe dedicou artigos no Le Monde, L’infint, Libération, The Antigonish Review, Pleine Marge, entre outros.
Iniciando sua ascese literária como poeta (seu primeiro livro, Presságio, é de 1950), Hilda Hilst estreou na dramaturgia em 1967, passando a representar o Brasil em festivais de teatro no exterior, entre eles o Festival de Manizales, Colômbia. Também por várias vezes suas peças teatrais, pela excelência do texto, têm sido utilizadas nos exames da Escola de Arte Dramática da Universidade de São Paulo (EAD- USP) e da Unicamp.
Ao iniciar sua ficção, em 1970, com o livro Fluxo Floema, inaugura também um momento raro na Literatura Brasileira pela vigorosa revitalização da linguagem, que utiliza como meio de desestruturação, reformulação e catarse, para afinal reconstruir a Idéia (o Homem) dentro de novos limites. Seguiram-se vários outros livros no gênero.
Criadora de textos magníficos, onde Atemporalidade, Real e Imaginário se fundem e os personagens mergulham no intenso questionamento dos significados, buscando compreensão, resgate da raiz, encontro do essencial, Hilda retrata sem cessar nossa limitada/ilimitada, frágil e surpreendente condição humana. Segundo o crítico literário Léo Gilson Ribeiro, a ficção de Hilda Hilst “submerge o leitor num mundo intrépido de terror e tremor, de beleza indescritível e de uma fascinante prospecção filosófica sobre o Tempo, a Morte, o Amor, o Horror, a Busca”.
A abrangência de linguagem conseguida por Hilda Hilst, capaz de abarcar o coloquial mais chulo e a poesia mais intensa, alia-se à complexidade do Universo da autora, tornando-a uma das mais importantes vozes para descrever, com profunda e comovente fidelidade, a solidão, perplexidade e grandeza do Homem diante do Mundo.

Sobre o monólogo “Hilda Hilst O Espírito da Coisa”

 
A Encenação
O diretor Ruy Cortez situa o universo da peça num cenário único; um ambiente onde convivem livros, plantas, cachorros, a escrivaninha com a máquina de escrever, os rádios (em que Hilda tentava captar, na estática, vozes do além); buscando revelar e traduzir o universo literário e pessoal da escritora com beleza e simplicidade, em toda a sua complexidade e profundidade, assegurando a síntese que a linguagem teatral exige como pressuposto de sua natureza artística. Para a apresentação dos personagens que dialogam com Hilda no decorrer da ação da peça, Ruy em sua concepção prima pelos recursos do trabalho de ator e da própria palavra de Hilda para evocar imagens, atmosferas, ambientes, secundados pela música e pela iluminação, numa função menos descritiva.
 
A Cenografia
André Cortez traz a síntese de dois elementos que coabitam o universo da escritora: o urbano e a natureza, sem ser realista.

O Figurino

A criação de Anne Cerutti acompanha todas as fases de vida da personagem; da infância até a plenitude da vida adulta; quase como uma extensão do corpo. Vestes trabalhadas em camadas tingidas quase em tom de pele, moldadas diretamente ao corpo da atriz, são “pano de fundo” para as sensações vividas por Hilda.
 
A Iluminação
Concebida por Fábio Retti a luz do espetáculo, emoldura as diversas fases de vida que a peça leva o espectador a vivenciar: juventude, maturidade, cidade, campo, isolamento; “lugares” por onde Hilda transitou, material e espiritualmente.

A Trilha Sonora
Tunica tem ressalta as sonoridades evocadas pelo texto: realidades como as ambiências da Casa do Sol e as do universo criativo da autora e o seu riquíssimo mundo interior.
 
A Música
O trabalho do compositor Edson Tobinaga está voltado para a criação das músicas especialmente compostas para o espetáculo, que permearão a obra de Hilda Hilst: o ritmo e a dinâmica de sua prosa; o caráter melódico-harmônico de seus versos; sua “ode descontínua”, suas “árias pequenas”, seus “prelúdios intensos”, significativos de um imenso repertório de afetos musicais. A música pretenderá valorizar o descontínuo, o arioso, o “pré-lúdico” e intenso em Hilda Hilst. Para tanto, farão menção a pelo menos dois compositores com alguma afinidade estética com o universo hilstiano: Erik Satie (1866-1925) e Giacinto Scelsi (1905-88). A instrumentação básica: bandolim; violão clássico; violão preparado; oboé; percussão de cozinha (frigideira, panelas, escorredor de louça). 

Serviço:
Hilda Hilst, O Espírito da Coisa
Local: Caixa Cultural - Praça da Sé, 111
Informações:  (11) 3103-5723
Local - Térreo - Grande Salão
Capacidade: 100 pessoas
Datas: de 06 a 16 de agosto de 2009
Horário: Quinta, Sexta e Sábado às 19h e Domingo, às 18h
Entrada: franca - retirada de ingressos com uma hora de antecedência
Recomendação etária: para maiores de 16 anos
Duração: 75 minutos
Gênero: drama

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