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A Preservação dos Mananciais
31  DEZEMBRO  1969 

A Preservação dos Mananciais

A Região Metropolitana de São Paulo tem um grande desafio a enfrentar, pois até 2025 terá que abrigar 23 milhões de pessoas no mesmo perímetro onde hoje vivem aproximadamente 20 milhões. A conta é simples: 200 mil novos habitantes por ano, segundo estimativas da Emplasa – Empresa Paulista de Planejamento Metropolitano. Esse crescimento urbano é viável sem a degradação do meio ambiente? Há espaço e moradia para todos esses novos moradores? Para especialistas, uma das maneiras para que a cidade e seu entorno chegue em forma, ou quase,  até lá é trazer de volta parte das pessoas que deixaram a Capital para ocupar regiões de mananciais e represas.

Aliás, a Região Sul da cidade de São Paulo é a  que mais sofre com a degradação do meio ambiente e com a ocupação desordenada das áreas de mananciais. Bairros como o Capão Redondo, Jardim Ângela, Jardim São Luis, Socorro, Cidade Dutra, Pedreira, Grajaú, Parelheiros, Jardim Varginha, Parque Cocaia, Cantinho do Céu, entre outros,  estão à mercê das chuvas que caem no verão e da falta de investimentos da empresa de saneamento do Estado para amenizar os graves problemas de saneamento.

Esses bairros que abrigam milhares de paulistanos sofrem com a poluição causada pelo esgoto doméstico e o pluvial. A água potável utilizada pelas pessoas, tomando banho, lavando louça ou apertando a descarga no vaso sanitário, produz esgoto doméstico, que é jogado nos córregos da região a céu aberto. Esses agentes poluidores causam danos ao meio ambiente, como proliferação de doenças, contaminação do solo e dos mananciais. O que falta é a construção de sistemas de coleta de esgotos que promovam o afastamento da sujeira.

Na verdade, a maioria desses bairros, como em outras regiões da cidade de São Paulo, foi crescendo sem o mínimo planejamento. Simplesmente as pessoas vinham de outras áreas do estado e do país e se alojavam como podiam, geralmente buscando locais ao lado de riachos e córregos na área destinada à preservação dos mananciais. Além do crescimento desordenado, faltam informações e orientações aos habitantes.

Mas não é só a poluição e a degradação do meio ambiente que afeta essas localidades da região sul da capital. Seus habitantes, geralmente jovens, esperançosos em busca de um futuro na grande metrópole, também sofreram com a falta de escolas, comércio e uma série de outros serviços e atividades que acabaram desestabilizando e promovendo um crescimento desorganizado.

As últimas administrações municipais, graças ao trabalho de lideranças políticas da região, estão lançando seus olhares para esse significante pedaço da cidade de São Paulo e estão direcionando investimentos para a recuperação e a preservação do imenso manancial que serve para o abastecimento de água,  o esporte e o lazer de milhões de paulistanos. Mas, é preciso um esforço conjunto das três esferas de governo para, primeiramente, retirar as pessoas das zonas de preservação, dar-lhes um destino digno e seguro e promover a regeneração da área. Vamos arregaçar as mangas e trabalhar politicamente para que isso aconteça.

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