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São Paulo irá ganhar hidrovia na represa de Guarapiranga
25  JUNHO  2014 

São Paulo irá ganhar hidrovia na represa de Guarapiranga

Trajetos que hoje podem demorar mais de duas horas para serem feitos se reduzindo a até 20 minutos e a melhoria da ligação entre uma zona populosa de São Paulo – com mais de 2 milhões de habitantes - e o restante da cidade são dois destaques da lei 10.060/14, sancionada pelo prefeito Fernando Haddad na última semana.  A lei cria o sistema hidroviário de transportes do município, e surge em um contexto de crise na mobilidade urbana na capital, com as recentes greves de metrô e ônibus e o volume de congestionamentos em alta constante – com direito ao recorde histórico do ultimo dia 23 de maio, quando a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) registrou 344 km de lentidão. A nova norma surge em sintonia com iniciativas adotadas pela Prefeitura como o bilhete único mensal e a implementação de corredores de ônibus. Prevê inicialmente a implementação de transporte de passageiros na represa de Guarapiranga, contemplando a seguir a represa Billings e os rios Pinheiros e Tietê.

A cidade deverá passar a contar, a partir de 2015, com um sistema de portos distribuídos na represa de Guarapiranga, em bairros como Grajaú, Pedreira, Jardim Angela e Colônia Parelheiros. A pedido da Prefeitura, o projeto que originou a lei, 54/2013, de autoria do vereador Ricardo Nunes (PMDB), incluiu a previsão de conexão ao bilhete único. Com a medida, a partir de estudos da Prefeitura e do Governo do Estado, será permitido aos passageiros fazer conexão ao sistema de ônibus e às redes de CPTM e Metrô – por exemplo, alguém que vive no Grajaú poderá tomar a embarcação e se integrar com mais rapidez à linha 9-Esmeralda da CPTM, que margeia o rio Pinheiros.

Segundo Ricardo, o projeto se tornou lei em momento em que a questão da mobilidade urbana é um dos principais desafios de São Paulo. Com uma frota de mais de 7 milhões de veículos e um sistema viário insuficiente, a cidade poderá sair na frente na construção de uma alternativa eficiente, barata e ambientalmente adequada. O vereador é nascido e criado na zona sul e afirma que construiu a proposta a partir da constatação das dificuldades de moradores, empresas e toda a infra-estrutura da região.

O projeto foi elaborado a partir de estudos com o apoio do grupo Metrópole Fluvial, da FAU-USP (Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo). Para o professor Alexandre Delijaicov, a nova lei se insere também no contexto de planejamento urbano e destinação de resíduos. “Permite visão sistêmica da cidade, com preservação e integração aos corpos d´água, envolvendo questões de transporte e saneamento”, disse. Segundo Delijaicov, o projeto cria também condições para enfrentamento da questão do descarte de cargas públicas – como entulho de obras realizadas pelo município – sem danos ambientais.

O próximo passo para que a cidade ganhe o sistema hidroviário é a elaboração de um decreto com sua regulamentação. Uma das possibilidades para esse novo modelo de transporte é a implementação via PPP (Parceria Público-Privada) e concessão para instalação de portos e embarcações, sem custos para o município.

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