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Grupo Artemis se reúne na AESUL em prol da criação da 10ª DDM
5  JULHO  2017 

Grupo Artemis se reúne na AESUL em prol da criação da 10ª DDM

Violência de gênero, “Casa Modelo”, onde encontrar apoio, como ajudar nas delegacias foram alguns tópicos abordados na reunião realizada na AESUL - Associação Empresarial da Região Sul

No dia 22 de junho, aconteceu mais um encontro do Grupo Artemis, desta vez na sede da AESUL para discutirem sobre a fundação da 10ª Delegacia da Mulher (DDM) na Cidade Dutra, dentro do 48º DP. O objetivo é facilitar o acesso da população de Parelheiros, Jd. Mirna, Jd. Miriam, Jd. das Imbuias, Capela do Socorro e da região onde será instalada. Além disso, o Artemis deseja assumir uma “Casa Modelo” de forma voluntária para ajudar as famílias em situações de litígio.

A reunião foi conduzida pela Presidente Lúcia Brugnera, que chamou para compor a mesa: Juliana Lopes, Presidente da AESUL; Juliana Bussacos, Delegada da 6ª Delegacia da Mulher; Dra. Lucineia Olimpio de Jesus, Coordenadora Adjunta da Comissão da Mulher Advogada da OAB Subseção Santo Amaro; e a Dra. Erika Alves Bueno do Centro de Defesa e Convivência da Mulher (CDCM) Mulheres Vivas, além disso, contou com a presença de simpatizantes, os quais fizeram perguntas no final.

Lúcia chamou a Sra. Laurene Baldichia, Assistente Social e Diretora do Serviço Social do Hospital Maternidade Interlagos, que relembrou o início do Artemis. “A Lúcia é voluntária no hospital que trabalho e notamos violências de várias formas e o crescimento de abuso sexual, principalmente, entre adolescentes. E como profissionais da saúde, atendíamos mulheres que se perguntavam: para onde vou? O que vou fazer? Percebemos que precisávamos empoderá-las. Começamos a pesquisar quem poderiam atendê-las e em dezembro de 2016, começamos um movimento para a criação da delegacia”.

Juliana Bussacos da 6ª DDM comentou que atendem uma área com 4 milhões de habitantes, onde há pessoas carentes de recursos e assistência. Hoje, é a delegacia com maior movimento na cidade de São Paulo, com uma média de 30 atendimentos por dia. Citou que a sua Unidade registrou em 2016: 3.217 B.O - Boletins de Ocorrência. “A criação da 10ª DDM é primordial para auxiliar na demanda”. Ela também acredita que deva existir conscientização nas escolas para as crianças não reproduzirem erros vistos nos ambientes agressivos.

Juliana, Presidente da AESUL, disse que está feliz por ser a primeira mulher a assumir AESUL contribuir com o Artemis. “Estarei empenhada como presidente, assessora e ‘artemista’ para ajudar a dar corpo e visibilidade a causa”.

Já a Dra. Lucineia diz que é preciso ter sensibilidade e percepção para ajudar. “É uma luta legítima e temos que estar juntas como sociedade para fazermos algo por nós mesmas e pelas mulheres de nossa região e cidade. Não podemos esperar apenas pelas autoridades. A OAB também veste a camisa em relação a esta delegacia e estamos à disposição do grupo e da sociedade que estiver unida em prol de uma causa por melhorias”.

A Dra. Erika falou a respeito do CDCM Mulheres Vivas. Explicou que atendem vítimas de violência do Capão Redondo, Campo Limpo e Paraisópolis e oferecem avaliação jurídica, psicológica e assistencial. “Temos serviços de convivência, com oficinas de geração de renda e bem-estar. Atendemos todas as pessoas que se identificam como do gênero feminino, ou seja, atendemos também transexuais. Fazemos conscientização com palestras no território, como escolas, postos de saúde, nos serviços da comunidade, etc”.

Segundo Lúcia, o Governador Geraldo Alckmin sinalizou que autorizará a implantação da 10ª DDM, porém acredita que a exposição ajudará para que isso se concretize o mais breve possível. Agradeceu a presença de Márcia Goulart, esposa do Deputado Federal Antonio Goulart e mãe do Vereador Rodrigo Goulart, ficou grata pelo apoio deles, como também do Vereador Ricardo Nunes e do Deputado Estadual Jorge Caruso.

Durante o encontro as convidadas fizeram diversas perguntas para as convidadas. Segue algumas:

Como podemos ajudar as delegacias no atendimento à mulher?

Juliana Bussacos: precisamos ter convênios para que nas próprias delegacias já tenham, inicialmente, atendimentos de psicólogos, assistentes sociais e advogados. Na 6ª DDM temos parceria com a UNIP - Universidade Paulista, e os estagiários de psicologia fazem o acolhimento inicial. Também contamos com os estagiários de serviço social da UniÍtalo - Centro Universitário Ítalo Brasileiro, os quais são acompanhados por uma assistente social. Outra forma é fazer doações de brinquedos para a brinquedoteca na 6ª DDM, por exemplo.

Boa notícia - Doação de Brinquedoteca

Luciene Ribeiro, representante da Fraternidade Aliança Aca Laurência comunicou que estão providenciando uma nova brinquedoteca na 6ª Delegacia da Mulher. 

O grupo Artemis deseja construir/assumir uma “Casa Modelo”. Na sua visão, como deveria ser?

Dra. Lucinea: a “Casa Modelo” ideal é com atendimento humanizado nos aspectos psicológicos e sociais, com toda uma rede de amparo, para que a mulher seja acolhida e se sinta segura. Teria que ter capacitação profissional, como forma de estímulo e que através de parcerias, pudessem direcioná-las para vagas de trabalho.

A AESUL teria como ajudar em uma pesquisa de mercado e banco de dados para empregarmos estas mulheres?

Juliana Lopes: sim, temos a nossa Diretoria Social, cujo objetivo é ajudar as pessoas através da capacitação profissional. Aqui na região alguns segmentos são carentes de mão de obra, portanto iremos buscar parcerias para fazer esta capacitação e podemos fazer um trabalho integrado com o Grupo Artemis para ajudarmos as mulheres vítimas de violência e se reintegrar ao mercado de trabalho.

Depoimento

Erika Roque, 40 anos, foi casada por 12 anos, tem um filho de 10 anos, relatou sua história de violência doméstica gerada pelo marido e as dificuldades que enfrenta como usuária dos serviços da DDM e dos órgãos responsáveis em ajudar as mulheres. “Meu filho viu muitas brigas, tomei coragem para que ele não fizesse isso com outra pessoa”.

Projeto Encantar

Antes de encerrar a reunião, Lúcia Brugnera passou a palavra para Claudia Rodrigues do Projeto Encantar que falou sobre a Primeira Caminhada Encantada que teve como objetivo arrecadar novelos de lã para o projeto polvo amigo do Hospital e Maternidade Interlagos. Este projeto visa a confecção de polvos de crochê que são doados aos bebês prematuros, para acalmá-los e assim ajudar na recuperação.

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