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Comunicação não violenta foi tema de palestra da AESUL
20  SETEMBRO  2017 

Comunicação não violenta foi tema de palestra da AESUL

As boas habilidades de comunicação exigem um alto nível de autoconsciência, pois ao compreender o estilo de comunicação pessoal é possível criar impressões boas e duradouras sobre os outros

Aprender a identificar os diferentes estilos de comunicação e reconhecer qual deles é usado com mais frequência nas interações diárias com amigos, familiares e colegas de trabalho é essencial para desenvolver habilidades de comunicações efetivas. Por isso, no dia 14 de setembro, a AESUL realizou a palestra gratuita “Comunicação não violenta” ministrada pela historiadora, palestrante e professora Denise Cibils.

Denise abordou inicialmente o processo de comunicação. Citou que parece ser simples quando se pensa em apenas emissor e receptor. Porém, ambas as partes possuem “filtros” de personalidade e de experiência de vida, por exemplo, e quem recebe também possui o “filtro” da percepção. “Quem nunca passou pelo famoso mal entendido? Eu digo algo e a pessoa entende completamente diferente do que quis transmitir. Quando o receptor não entende a mensagem como gostaríamos temos os ruídos, todavia precisamos encontrar uma forma para que esta mensagem chegue de forma correta e produza o efeito desejado. Lembre-se da primeira regra efetiva: o sucesso da comunicação é responsabilidade do comunicador”, comenta Denise.

Os presentes também puderam compreender a diferença entre comunicação agressiva, assertiva e passiva. Quem faz uso deste estilo se comporta como se suas necessidades fossem as mais importantes, como se tivessem mais direitos e tivessem mais a contribuir do que as outras pessoas. É um estilo de comunicação ineficaz, pois o conteúdo da mensagem pode se perder porque as pessoas estão muito ocupadas reagindo à maneira como elas são entregues.  Neste caso,  os emissores são hostis e amedrontadores, deixam o receptor humilhado e com ressentimentos.

Já a comunicação assertiva expressa suas crenças, sentimentos, opiniões e pensamentos de uma forma aberta e respeitosa que não viola os direitos dos outros. Não recorre a jogos ou manipulações. Os comunicadores assertivos usam ações e palavras para expressar seus limites de maneira calma com um ar de confiança.

O silêncio, a hesitação e a suposição são as características do estilo de comunicação passiva. Rotineiramente, esta pessoa diz expressões como "Eu vou apenas com o que o grupo decidir" e tende a evitar conflitos. Por que isso é um problema? Porque a mensagem que você está enviando é que seus pensamentos e sentimentos não são tão importantes quanto os de outras pessoas. Em essência, quando você é muito passivo, você dá aos outros a licença para desconsiderar seus desejos e necessidades.

Ao fim, abordou-se sobre a CNV - Comunicação Não Violenta, que se baseia em quatro pilares: sentimento, necessidade, pedido e observação. Denise destacou que o primeiro componente neste caso é separar observação de julgamento, pois há tendência de julgar é maior. “Quando combinamos observações com julgamento, os outros tendem a receber isso como crítica e resistir ao que dizemos.”

Denise comentou que expressar o sentimento não é parecer fraco, isso pode ajudar a resolver conflitos e entender as necessidades que estão por trás destas emoções. Ela exemplificou com as seguintes frases abaixo:

Fato: Filho, quando eu vejo meias sujas jogadas no meio da sala;
Sentimento: eu me sinto irritado;
Necessidade: porque eu preciso de mais organização na sala;
Pedido: Será que você poderia colocar as meias para lavar?

Ela finalizou dizendo que quando o outro está fora de controle não devemos entrar no mesmo nível e que escutar atentamente é extremante importante para uma comunicação com eficácia.

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