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Comunicação não violenta foi tema de palestra da AESUL

As boas habilidades de comunicação exigem um alto nível de autoconsciência, pois ao compreender o estilo de comunicação pessoal é possível criar impressões boas e duradouras sobre os outros

Aprender a identificar os diferentes estilos de comunicação e reconhecer qual deles é usado com mais frequência nas interações diárias com amigos, familiares e colegas de trabalho é essencial para desenvolver habilidades de comunicações efetivas. Por isso, no dia 14 de setembro, a AESUL realizou a palestra gratuita “Comunicação não violenta” ministrada pela historiadora, palestrante e professora Denise Cibils.

Denise abordou inicialmente o processo de comunicação. Citou que parece ser simples quando se pensa em apenas emissor e receptor. Porém, ambas as partes possuem “filtros” de personalidade e de experiência de vida, por exemplo, e quem recebe também possui o “filtro” da percepção. “Quem nunca passou pelo famoso mal entendido? Eu digo algo e a pessoa entende completamente diferente do que quis transmitir. Quando o receptor não entende a mensagem como gostaríamos temos os ruídos, todavia precisamos encontrar uma forma para que esta mensagem chegue de forma correta e produza o efeito desejado. Lembre-se da primeira regra efetiva: o sucesso da comunicação é responsabilidade do comunicador”, comenta Denise.

Os presentes também puderam compreender a diferença entre comunicação agressiva, assertiva e passiva. Quem faz uso deste estilo se comporta como se suas necessidades fossem as mais importantes, como se tivessem mais direitos e tivessem mais a contribuir do que as outras pessoas. É um estilo de comunicação ineficaz, pois o conteúdo da mensagem pode se perder porque as pessoas estão muito ocupadas reagindo à maneira como elas são entregues.  Neste caso,  os emissores são hostis e amedrontadores, deixam o receptor humilhado e com ressentimentos.

Já a comunicação assertiva expressa suas crenças, sentimentos, opiniões e pensamentos de uma forma aberta e respeitosa que não viola os direitos dos outros. Não recorre a jogos ou manipulações. Os comunicadores assertivos usam ações e palavras para expressar seus limites de maneira calma com um ar de confiança.

O silêncio, a hesitação e a suposição são as características do estilo de comunicação passiva. Rotineiramente, esta pessoa diz expressões como “Eu vou apenas com o que o grupo decidir” e tende a evitar conflitos. Por que isso é um problema? Porque a mensagem que você está enviando é que seus pensamentos e sentimentos não são tão importantes quanto os de outras pessoas. Em essência, quando você é muito passivo, você dá aos outros a licença para desconsiderar seus desejos e necessidades.

Ao fim, abordou-se sobre a CNV – Comunicação Não Violenta, que se baseia em quatro pilares: sentimento, necessidade, pedido e observação. Denise destacou que o primeiro componente neste caso é separar observação de julgamento, pois há tendência de julgar é maior. “Quando combinamos observações com julgamento, os outros tendem a receber isso como crítica e resistir ao que dizemos.”

Denise comentou que expressar o sentimento não é parecer fraco, isso pode ajudar a resolver conflitos e entender as necessidades que estão por trás destas emoções. Ela exemplificou com as seguintes frases abaixo:

Fato: Filho, quando eu vejo meias sujas jogadas no meio da sala;
Sentimento: eu me sinto irritado;
Necessidade: porque eu preciso de mais organização na sala;
Pedido: Será que você poderia colocar as meias para lavar?

Ela finalizou dizendo que quando o outro está fora de controle não devemos entrar no mesmo nível e que escutar atentamente é extremante importante para uma comunicação com eficácia.

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